Feliz é a Nação cujo Deus é o Senhor

História da Obra

Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo

Com a iniciativa do Missionário Manoel de Mello e Silva, a partir da revelação que Deus lhe concedera, desencadeou-se um movimento nacional de evangelização que é hoje a Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo e que se encontra entre as maiores denominações pentecostais do Brasil.

Em setembro de 1995, por exemplo, a revista ISTO É, imagem ao lado, publicou pesquisa onde dados fornecidos pela Associação Evangélica Brasileira davam conta de que a igreja congregava mais de 800.000 ( Oitocentos mil ) membros no país. O jornal Folha de São Paulo, edição de 19 de novembro de 2001 publicou pesquisa divulgada por CANADÁ LIFE em que a igreja tinha 1.000.000 ( Um milhão ) de membros no país, naquela ocasião.

Oriundo das Assembleias de Deus e consagrado como ministro do evangelho pela Igreja Quadrangular, que ele ajudou a fundar, o Missionário Manoel de Mello teve a partir da década de 50 o seu ministério acentuadamente ativo e reconhecido no Brasil e no exterior.

Dotado pelo Espírito Santo de um carisma inigualável, de uma autoridade espiritual identificada até mesmo pelos seus opositores, com intrepidez e graça, reunia e falava às multidões sob um poder divino extraordinário para realizar milagres e prodígios; o Missionário tornou-se logo um ícone, uma referência, o que o fez amado e seguido, igualmente perseguido de todas as formas e odiado.

A partir de janeiro de 1956, auxiliado pelo Pastor Alfredo Rachid Góes, ele dirigiu o programa veiculado pela rádio Piratininga de São Paulo, que viria a se denominar A Voz do Brasil Para Cristo. Logo depois, o programa passaria à rádio Tupi de São Paulo, sempre com grandes índices de audiência.

No dia 03 de março de 1956, realizou-se num salão alugado, no bairro de Pirituba, em São Paulo, o 1º culto da denominação, então chamado Movimento do CaminhoIgreja de Jesus Betel. Ainda no primeiro semestre daquele ano, seria levantada uma tenda em Vila Carrão, São Paulo, com o Pastor Arthur de Mello, seu irmão.

A ira dos opositores, contudo, resultava em que fossem criminosamente incendiadas essas tendas até que a Obra instalou sua sede no bairro do Belém, em São Paulo, em um Tabernáculo de madeira, que viria a ser no futuro também demolido, destruído, por ordem do então prefeito de São Paulo, Ademar de Barros, pressionado pela cúpula católica da capital.

A notícia do que Deus estava realizando em São Paulo espalhou-se rápido pelo país e logo Deus foi unindo líderes com a mesma visão, com a mesma paixão pelas almas e amor por Jesus e pela Palavra ao jovem missionário de Deus.

Esses homens, líderes em seus estados, de denominações independentes, uniram-se à igreja em São Paulo, formando uma nova denominação: a Igreja Evangélica Pentecostal, que tinha como slogan, como lema: O Brasil Para Cristo, e em 24 de agosto de 1974, esse slogan para evangelização foi incorporado ao nome, que finalmente ficou como é até hoje Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo.

No Estado do Rio Grande do Sul, a igreja nasceria da fusão do movimento iniciado pelo missionário em São Paulo com a Igreja Evangélica Pentecostal Brasileira, fundada em março de 1953 pelo Reverendo Olavo Nunes, outro grande expoente da nossa história. O Reverendo Olavo Nunes veio a ser um dos ex-presidente nacional da obra, e tornou-se o grande amigo e conselheiro do missionário.

Esse fato ocorrido no Rio Grande do Sul se repetiria em outras partes do país; no Piauí, com o Pastor José Ramos; na Bahia, com o Pastor Ador Peterson; no Pernambuco, com os pastores Ademar Souza Mello, Josué do Vale Pereira e José Ferreira de Moura; no Rio Grande do Norte, com o Pastor Boanerges Galvão de Figueiredo, dentre outros.

A essa altura, Deus já levantava homens em todo o território nacional, com a mesma visão e com os mesmos ideais, e em 1960, foi alugado um galpão, no número 1547 da Rua Tuiuti, no bairro Tatuapé, onde a Igreja permaneceu sediada por muitos anos, enquanto grandes concentrações eram também realizadas na área onde iniciavam-se as obras para a construção do que seria a futura sede, localizada no bairro da Pompéia, ocupando uma dimensão de 22000 mil m2, adquirido de uma família francesa, relutantes, a princípio, em vender o local. Ela o utilizava para o comércio de curtume. Tal feito seria mais uma prova inconteste da capacidade mobilizadora de nossos irmãos pioneiros, como mais um testemunho da cooperação de Deus.

O grande templo O Brasil Para Cristo, cuja festa de inauguração perdurou todo o mês de julho de 1979, no seu espaço principal pode confortavelmente acomodar dez mil pessoas, e não raras vezes se faz pequeno para as multidões que nele adentram. Vale ressaltar que, quando de sua inauguração, este templo era o maior templo evangélico do mundo. No decorrer de tudo isso, grandes concentrações eram realizadas por todos os cantos do País.

São também memoráveis as “Marchas por Jesus” realizadas pela UNAME – União Nacional da Mocidade Evangélica, coordenadas pelo Pastor Orlando Silva e apoiadas pelo Missionário Manoel de Mello, na década de 60, período mais agudo do regime militar, reunindo imensas multidões. Na capital paulista foram realizados cultos no Teatro de Alumínio, no estádio de futebol do Pacaembu, no Cine Piratininga, no Cine Universo, e nas praças públicas, como Praça da Sé, e também no Vale do Anhangabaú, permitindo que as massas humanas ouvissem a mensagem salvadora.

Na Paraíba, Deus levantou o então jovem pregador Reverendo Orlando Silva, enviado pelo Missionário Manoel de Mello, como um instrumento responsável por uma grande onda de avivamento naquela região. No Rio de Janeiro, os pastores Gildo de Araújo e Luis Palhares lideraram com dezenas de pastores o grande movimento que sacudiu o estado. No Paraná, o Pastor Jair Ditrisch e outros servos de Deus impactaram o estado. Em São Paulo, capital e interior, dezenas e dezenas se ergueram cujos nomes e a história que escreveram necessitariam de capítulos inteiros apenas dedicados a isso, e assim foi também em todo o país.

O Brasil estava em chamas!
Nada se fez, porém, sem que existissem barreiras a serem superadas e sem que houvessem perseguições a padecer. Isto se não bastasse a atitude discriminatória de outras denominações, do clero romano e das autoridades civis contra o próprio missionário: foi assim que esteve preso 27 vezes, acusado principalmente de curandeirismo e charlatanismo, sem que em nada fosse condenado!

A Obra expandia-se rapidamente e o avivamento propagava-se, levando-a a realização de marchas e concentrações por todos os lugares, inspirando muitos outros líderes a seguir este exemplo. A estratégia era levar a igreja para fora dos templos e mantê-la lá o maior tempo possível, pois era onde estavam as almas carentes do evangelho.

Elegemos nossos representantes políticos para a Câmara Federal e para as Assembleias Legislativas os Reverendos Levi Tavares e Geraldino dos Santos. Dominamos a mídia radiofônica e fomos pioneiros na televisão. Nosso testemunho alcançou o mundo inteiro e grandes personalidades, inclusive da política internacional ouviram as boas novas de salvação.

O Missionário pregou em dezenas de países e em vários deles se abriu a Obra, sempre se levando em consideração o nome do país na denominação da igreja – Argentina Para Cristo, Paraguai Para Cristo, etc. Os meios de comunicação internacionais noticiavam o grande avivamento do Brasil: as redes televisivas inglesa, americana, sueca e alemã; os jornais “The New York Times” e “Le Monde” e a mídia brasileira em geral. A revista “Veja” estampou em sua capa no dia 7 de outubro de 1981, pela primeira vez um ministro evangélico: Missionário Manoel de Mello! A partir daí, de 1982 a 1990, fatos significativos se sucederam na história da Obra.

Em 1981, após regressar de uma viagem a Israel, o Missionário Manoel de Mello realizou uma série de concentrações no Grande Templo, em São Paulo, em 40 dias consecutivos e dezenas de milhares de pessoas foram abençoadas e milagres aconteceram em profusão extraordinária. No dia 12 de outubro de 1982, a igreja superlotou o estádio do Pacaembu, mesmo debaixo de chuva torrencial, para o culto do protesto contra a idolatria nacional.

Em 03 de maio de 1990, dois anos após ter retornado suas atividades como evangelizador incansável e determinado, pregando em grandes cruzadas em todo o Brasil, o Missionário Manoel de Mello foi acometido de um mal súbito quando a caminho dos estúdios de uma emissora de TV em São Paulo, para gravar o programa que estaria em cadeia nacional em poucos dias, vindo a falecer dois dias depois, em 5 de maio de 1990.

Sucederam, alternadamente, ao Missionário Manoel de Mello na presidência do Conselho, que dirige a denominação o Reverendo Olavo Nunes de 1976 a 1981; o Reverendo Ivan Nunes de 1981 a 1989; o Reverendo Orlando Silva de 1989 a 1999; o Reverendo Roberto Alves de Lucena de 1999 a 2005; o Reverendo Orlando Silva de 2005 a 2008: o Reverendo Ivan Nunes de 2008 a 2014 e o Reverendo Luiz Fernandes Bergamin que segue presidindo desde outubro de 2014.

A igreja está organizada em Convenções Estaduais e Coordenadorias Regionais, envia missionários ao exterior e os mantém através da Missão Desafio. Conta com um Sítio em Araçariguama, interior de São Paulo onde funciona por enquanto a escola que prepara os missionários para o campo, conta com escolas, salas de alfabetização, institutos bíblicos, um departamento de edições, clínicas médicas, trabalhos de assistência social, centros de recuperação de viciados e uma infindável malha de Obras, que traduzem de forma concreta e verdadeira a fé em Jesus Cristo.

Prosseguem as grandes cruzadas, as campanhas evangelísticas e os movimentos de fé, a cada semana novos templos são inaugurados em todo o Brasil, a cada mês milhares de novos membros são agregados à igreja.

Fonte: Convenção O Brasil Para Cristo São Paulo

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