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Roberto de Lucena é contra a legalização dos jogos de azar no Brasil

Tenho a convicção de que a legalização dos jogos de azar no Brasil representará uma tragédia para o nosso país, a médio e longo prazo. Sou totalmente contrário a isso e apelo às vossas consciências”, afirmou o deputado Roberto de Lucena do PV-SP em discurso no plenário da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira, 05/08.

De acordo com o parlamentar, há mais de seis meses uma comissão especial da Câmara analisa 14 Projetos de Lei, alguns deles em tramitação há 25 anos, todos com um objetivo: legalizar os jogos de azar no Brasil. Esses 14 projetos estão sendo transformados em uma única proposta, o chamado Marco Regulatório dos Jogos. A intenção é permitir e disciplinar o funcionamento de modalidades proibidas há 70 anos no Brasil, como cassinos, jogo do bicho, bingos e máquinas caça-níqueis.

Há uma força tarefa mobilizada no Congresso Nacional servindo a interesses diversos e que avança numa velocidade anormal, buscando a legalização dos jogos de azar, com ouvidos moucos para os argumentos contrários e sem disposição de ouvir a sociedade civil e considerar suas preocupações. Quero chamá-los à reflexão. Não na perspectiva de uma agenda moral, mas na perspectiva de uma agenda social e econômica. Porque ainda não se apresentou um estudo sério, um relatório completo do impacto da legalização do jogo de azar na perspectiva social e econômica aqui nessa Casa?”, questiona o deputado.

Roberto de Lucena destacou que nos Estados Unidos, país aonde é legalizada a jogatina, o Congresso americano estabeleceu uma moratória na expansão dos negócios do jogo em seu território, sob a recomendação do NGSISC – National Grambling Impact Study Comission), instituto criado após o crescimento da jogatina nos EUA. Em 1999, um estudo foi apresentado pela economista Michelle Miltons para a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda – SEAE/MF, salientando que mais de 15 milhões de americanos sofriam de patologias associadas ao jogo. Após esse estudo, o NGSISC recomendou a moratória com o propósito de permitir que os parlamentares revisassem o que já foi aprovado e solicitassem análises de custo/benefício mais concretas antes de tomar novas iniciativas.

O vício de jogar consiste em um sério problema de saúde pública. Só no estado americano da Geórgia, cerca de 380 mil pessoas de todas as idades e níveis socioeconômicos são afetadas. O custo do vício nos Estados Unidos corresponde a 40% do custo relacionada a problemas com drogas. Assim, cabe perguntar: o que é ruim para Estados Unidos é bom para o Brasil? O jogo vicia, adoece e arruína as pessoas tanto quanto drogas como o álcool, a cocaína, o crack e tantas outras. Em 1992, o vício em jogos foi incluído na relação de patologias do CID – Código Internacional de Doenças da OMS – Organização Mundial da Saúde. Essa é mesmo uma prática que queremos estimular em nosso país?”, afirmou Lucena.

Outro ponto destacado pelo parlamentar em seu discurso é que a legalização não trará benefícios financeiros para o Brasil. “Trata-se de absurda ilusão acreditar que a legalização dos jogos de azar trará dinheiro novo ao país. Isso não acontecerá! Quem estará na França, na Alemanha, nos Estados Unidos, no Canadá, no Japão, por exemplo, e virá jogar no Brasil? Essa expectativa se transformará em ganho virtual. O dinheiro movimentado será o recurso que deixará de circular em outros setores e movimentará o jogo. O que teremos será a substituição de receita, onde as pessoas tirarão dinheiro de casa para jogar. O jogo que se pretende legitimar não será uma atividade econômica aberta a novos empreendedores. Ele já tem dono: o contraventor, o verdadeiro criminoso organizado, que comanda um ‘estado paralelo’, que se mistura e algumas vezes se sobrepõe ao Estado oficial”.

No início da manhã, Roberto de Lucena esteve reunido com representantes do Movimento Brasil Sem Azar, grupo apartidário e supra religioso que luta contra a legalização de jogos no país. O encontro aconteceu no gabinete do parlamentar na Câmara Federal. O Movimento quer evitar que o Brasil sofra com os prejuízos decorrentes da opção de investir na legalização da exploração dos jogos de azar em território nacional. Para o Movimento, o assunto não foi devidamente debatido pela sociedade civil e essas propostas em tramitação precisam ser aprofundadas antes de serem levadas à votação. Por essa razão, solicitaram o apoio de Roberto de Lucena a fim de ampliar o debate no Parlamento e votar contra as propostas.

Fonte: Texto e fotos por Assessoria de Imprensa do Pastor Roberto de Lucena

Roberto de Lucena, Pr

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