Feliz é a Nação cujo Deus é o Senhor

Direitos Humanos e Cristianismo

A defesa dos direitos humanos é incompatível com a fé cristã?

A agenda moralista – que pretende cooptar o Estado para “corrigir” o comportamento alheio – é realmente a única contribuição que os cristãos têm a oferecer ao debate político no Brasil?

Na condição de sacerdotes cristãos que – motivados por uma genuína preocupação com os pobres, os oprimidos, as viúvas e os órfãos – expandimos nossa missão de servir ao próximo para a arena política, somos sinceros e convictos ao responder: Não!

Se olharmos para o retrovisor da história, nos depararemos com metodistas na Inglaterra, apoiando a causa da abolição da escravatura; relembraremos, mais uma vez, da luta liderada pelo pastor batista Martin Luther King Jr contra a segregação racial na América.

No Brasil, quão extraordinária foi a resistência pacífica oferecida pelo pastor presbiteriano James Wright, ao lado de Dom Paulo Evaristo Arns, e do Missionário Manoel de Mello – pastor fundador da Igreja O Brasil para Cristo, e de outras tantas lideranças cristãs que defenderam os direitos humanos em nosso País, em plena ditadura!

No dia a dia, a defesa dos direitos humanos é feita por milhares de cristãos anônimos. São católicos e evangélicos que, longe dos holofotes da mídia, acolhem mulheres vítimas de violência, são voluntários em orfanatos e asilos, mantêm clínicas de reabilitação.

Nós acreditamos que a verdadeira agenda política cristã é aquela baseada nos valores de Jesus Cristo: o amor, a tolerância, a paz e a justiça. Se os cristãos sinceros seguirem o exemplo do Mestre, farão a diferença na luta contra os males sociais e espirituais do nosso tempo.

Infelizmente, são muitos os que reduzem sua identidade cristã a uma cruzada moralista que estimula um perigoso clima de polarização, colocando irmão contra irmão e acentuando os mais perversos rancores contra o cristianismo.

Apenas a propagação dos valores atemporais encarnados em Jesus Cristo pode proteger nossas famílias, fortalecer nossas igrejas e criar condições para que as futuras gerações vivam em um País melhor, menos violento e conflituoso.

Fonte: Texto e fotos por Assessoria de Imprensa do Pastor Roberto de Lucena

Roberto de Lucena, Pr
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